Supostos líderes da gangue Black Axe são acusados de cibercrime nos EUA
15 de Setembro de 2026

Cinco supostos líderes da quadrilha de cibercrime Black Axe, conhecida por seu envolvimento em fraudes financeiras facilitadas por meios digitais em escala global, foram extraditados para os Estados Unidos para responder por acusações de fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.

Os promotores acusam Perry Osagiede, Franklyn Osagiede, Osariemen Clement, Collins Otughwor e Musa Mudashiru de coordenar, a partir da Cidade do Cabo, uma campanha de fraude pela internet entre 2011 e 2021, que incluía esquemas de cobrança antecipada e golpes românticos.

Segundo a acusação, os cinco usavam múltiplos pseudônimos, redes sociais, sites de relacionamento e números de telefone VoIP para se comunicar com vítimas nos Estados Unidos e convencê-las a enviar dinheiro, fazendo-as acreditar que viviam um relacionamento amoroso.

Quando os alvos se recusavam a pagar, os acusados recorriam a táticas de manipulação para forçar as transferências, incluindo ameaças de divulgar fotos íntimas da vítima na internet.

"A Black Axe é uma organização criminosa transnacional notoriamente violenta que também atua em golpes românticos para ganhar dinheiro", disse Stefanie Roddy, agente especial responsável pelo escritório do FBI em Newark. "A capacidade do FBI em Newark e de nossas agências parceiras de alcançar a África do Sul mostra nossa determinação em responsabilizar todo e qualquer fraudador que se aproveita de vítimas inocentes aqui nos Estados Unidos."

Os réus foram presos na África do Sul em 2021 a pedido dos Estados Unidos e extraditados para o país em 11 de setembro de 2026.

Se forem considerados culpados, podem pegar pena máxima de 20 anos de prisão pelas acusações de fraude eletrônica, mais 20 anos por lavagem de dinheiro e mais dois anos por roubo de identidade agravado.

No mês passado, agências de segurança de 22 países prenderam 58 pessoas e identificaram 263 suspeitos ligados a redes de cibercrime coordenadas por grupos criminosos africanos, como parte da "Operação Jackal IV", uma ação internacional conjunta voltada a desarticular a organização criminosa Black Axe.

As autoridades espanholas também prenderam 34 suspeitos de fraude cibernética, que acreditam integrar uma rede criminosa ligada ao grupo Black Axe.

Fundada em 1977, na Nigéria, a Black Axe é considerada uma das quadrilhas de cibercrime mais perigosas e com maior alcance no mundo. Acredita-se que a organização mantenha uma ampla rede de laranjas e facilitadores, além de 30.000 membros registrados.

Em janeiro de 2024, os Estados Unidos condenaram Olugbenga Lawal, integrante da Black Axe, a dez anos de prisão por lavar milhões roubados por operadores do grupo de americanos idosos em esquemas de fraude pela internet.

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