Roubo de contas de brasileiros quase dobrou em 2023, com os cartões também sendo um foco importante
26 de Junho de 2023

Os dados pessoais e financeiros dos usuários continuam sendo valiosos para os criminosos cibernéticos.

No Brasil, o número de ataques que comprometem as contas dos cidadãos aumentou em 84% no primeiro trimestre de 2023, com um total de 87 mil contas invadidas, de acordo com um levantamento da plataforma de e-commerce OLX.

A maioria dos ataques ocorreu devido a credenciais vazadas, com os usuários repetindo logins e senhas em diferentes perfis, o que aumenta o risco de comprometimento.

Contas antigas, com mais de cinco anos de idade, são as mais visadas, representando 63% dos casos.

A maioria dos perfis invadidos está em São Paulo, com 40% dos casos.

Em relação aos cartões de crédito, o risco de comprometimento aumentou.

Desde o início do ano, 144 mil cartões de crédito de brasileiros foram roubados, representando um aumento de 43% em relação ao ano passado.

A taxa de perigo relacionada aos cartões de crédito nacionais é de 56, acima dos 39 registrados no ano passado.

O preço das informações financeiras na dark web também aumentou para R$ 42,94.

O Brasil saiu de um dos países menos atingidos por fraudes para o quinto mais afetado no mundo e lidera as ameaças na América Latina.

Malta, Austrália e Nova Zelândia lideram o ranking global.

Os números mostram que o Brasil é um terreno fértil para os criminosos cibernéticos.

Em todo o mundo, houve um aumento de 31% nos ataques cibernéticos desde janeiro.

Embora os golpes de ransomware tenham caído 12%, houve um aumento de 16% nas detecções de arquivos maliciosos.

O setor financeiro continua sendo o mais visado pelos criminosos, seguido pela indústria, varejo, transporte e governo.

De acordo com a Check Point Software, 90% das brechas registradas nas empresas têm o e-mail como ponto inicial.

Além disso, 50% dos ataques que usam vetores zero-day acontecem de duas a quatro semanas após a revelação pública de uma brecha desse tipo.

As novas rotinas de trabalho, como o home office e a mistura de dispositivos corporativos com aparelhos pessoais, aumentaram a eficácia dos golpes por e-mail e das infecções por malware.

A proteção se tornou mais complexa e é necessário entender cada caso individualmente para evitar bloqueios aos trabalhadores e convites a usos indevidos de dispositivos.

A segurança deve ser buscada pelos usuários e a prevenção deve ser o foco inicial de qualquer projeto, caso contrário, estamos caminhando para um fracasso.

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