Durante o fim de semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) divulgou três novos conjuntos de dados com arquivos relacionados a Jeffrey Epstein.
Antes disso, o DOJ já havia liberado quase 4.000 documentos antes do prazo final, à meia-noite da última sexta-feira, conforme determina o Epstein Files Transparency Act.
Assim como na liberação de sexta-feira, essa nova remessa inclui centenas de fotografias e diversos registros judiciais envolvendo Epstein e seus associados.
O primeiro conjunto adicional, chamado Data Set 5, traz fotos de discos rígidos e pastas físicas, além de formulários da cadeia de custódia.
O Data Set 6 contém principalmente materiais do grand jury relacionados a processos do Distrito Sul de Nova York contra Epstein e sua co-conspiradora, Ghislaine Maxwell.
Já o Data Set 7 reúne mais documentos do grand jury desses casos, além de materiais de um grand jury de 2007 na Flórida.
Outro destaque do Data Set 7 é uma transcrição desordenada de uma conversa de 2019 entre R.
Alexander Acosta e o Office of Professional Responsibility (OPR), órgão do DOJ.
Segundo o documento, o OPR investigava se advogados do escritório do Procurador dos EUA no Distrito Sul da Flórida cometeram má conduta profissional ao firmar um acordo de não persecução contra Epstein, que naquele momento era investigado por autoridades estaduais por acusações de agressão sexual.
Acosta era chefe do escritório quando o acordo foi assinado.
Em preparação ao prazo para divulgação, o DOJ fez três pedidos distintos para a retirada do sigilo de materiais do grand jury, que foram aprovados ainda neste mês.
A liberação inicial dos arquivos de Epstein gerou protestos, especialmente entre as vítimas e parlamentares democratas.
“O público recebeu apenas uma fração dos arquivos, e o que foi liberado estava repleto de censuras extremas e sem qualquer justificativa”, afirmaram 19 mulheres sobreviventes dos abusos cometidos por Epstein e Maxwell em declaração nas redes sociais.
O senador Chuck Schumer anunciou na segunda-feira que tentará forçar uma votação para permitir que o Senado processe a administração Trump pela divulgação completa dos arquivos.
Além de divulgar os novos arquivos no fim de semana, o DOJ removeu pelo menos 16 arquivos da oferta inicial, incluindo uma fotografia que mostrava Donald Trump.
Posteriormente, o departamento restaurou essa imagem, afirmando em comunicado na plataforma X que ela havia sido inicialmente sinalizada “para possível ação adicional visando proteger as vítimas”.
Após revisão, ficou determinado que não há evidências de que qualquer vítima de Epstein apareça na foto, que foi republicada sem alterações ou censuras.
O Departamento de Justiça ressaltou em comunicado no domingo que possui “centenas de milhares de páginas de material para liberar” e que mais de 200 advogados estão encarregados de revisar os arquivos antes da divulgação.
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