Microsoft começa a desativar ferramenta WMIC usada por cibercriminosos
18 de Agosto de 2026

A Microsoft anunciou a remoção da ferramenta Windows Management Instrumentation Command-line, conhecida como WMIC, do Windows 11 24H2 e 25H2, além das compilações beta do Windows 11 lançadas nesta semana.

O WMIC é um utilitário antigo e nativo do Windows que permite interagir com o sistema Windows Management Instrumentation, ou WMI, por meio de comandos de texto.

A mudança faz parte de um processo anunciado em setembro, quando a empresa informou que o WMIC seria removido após a atualização para o Windows 11 25H2 e versões posteriores.

A Microsoft já havia descontinuado o WMIC no Windows Server 2012, em 2016, e no Windows 10 21H1, em 2021. Depois, a partir do Windows 11 22H2, em 2022, o recurso foi transformado em um recurso sob demanda. Em janeiro de 2024, a empresa também informou que ele seria removido por completo, após ter sido inicialmente desativado por padrão.

“O Windows Management Instrumentation Command-line (WMIC) foi removido nesta versão. Essa alteração faz parte do processo contínuo de descontinuação e remoção do WMIC do Windows”, informou a Microsoft na segunda-feira.

Três dias antes, na sexta-feira, a empresa já havia explicado que a ferramenta “já foi removida por padrão em novas instalações do Windows 11, versões 24H2 e 25H2, e não está mais disponível como recurso sob demanda”.

Essas mudanças, porém, afetam apenas o componente legado WMIC. O Windows Management Instrumentation, ou WMI, permanece intacto. Em um documento de suporte, a empresa orienta administradores de TI que ainda dependem do WMIC a migrarem para o PowerShell e outras ferramentas modernas, como a API COM do WMI, bibliotecas .NET e linguagens de script, para tarefas que antes eram executadas com o WMIC.

A remoção do WMIC tem como objetivo elevar a segurança geral do sistema operacional, dificultando uma série de técnicas usadas por malware e em ataques que deixarão de funcionar.

Por muito tempo, a ferramenta foi tratada como um LOLBIN, um executável legítimo assinado pela Microsoft que threat actors passaram a abusar em diferentes atividades maliciosas contra dispositivos Windows.

Em ataques com ransomware, por exemplo, é comum o uso do comando WMIC para apagar as Cópias de Sombra do Volume, impedindo que as vítimas consigam recuperar os dados criptografados. Outros threat actors também já usaram o WMIC para consultar a lista de soluções de segurança e antivírus instalados e até desinstalá-los.

Há ainda registros de malware usando o WMIC para adicionar exclusões ao Microsoft Defender, o que ajuda a burlar a detecção em sistemas comprometidos.

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