Na quarta-feira, a Meta anunciou a desativação de mais de 150 mil contas associadas a centros de golpes no Sudeste Asiático.
A ação faz parte de uma operação coordenada em parceria com autoridades da Tailândia, Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Singapura, Filipinas, Austrália, Nova Zelândia e Indonésia.
A iniciativa também resultou na prisão de 21 pessoas pela polícia real da Tailândia, conforme informou a empresa.
Esse esforço amplia uma medida-piloto realizada em dezembro de 2023, que levou à remoção de 59 mil contas, páginas e grupos nas plataformas da Meta, além da emissão de seis mandados de prisão.
“Golpes online se tornaram muito mais sofisticados e industrializados nos últimos anos, com redes criminosas sediadas no Sudeste Asiático, em países como Camboja, Mianmar e Laos, operando como verdadeiros negócios em larga escala”, afirmou a Meta em comunicado.
“Essas operações causam danos reais, destroem vidas, minam a confiança e são propositalmente planejadas para evitar detecção e interrupção.”
Paralelamente a essas ações, a Meta lançou novas ferramentas para proteger os usuários diante de indícios de golpes.
Dentre as novidades, estão:
- Avisos no Facebook quando contas suspeitas enviam mensagens;
- Alertas no WhatsApp ao receber solicitações suspeitas de vinculação de dispositivo, que tentam enganar usuários para escanear QR codes que conectam o dispositivo do golpista à conta;
- Detecção avançada de golpes no Messenger, que solicita ao usuário o compartilhamento de mensagens recentes para análise por IA quando um novo contato apresenta padrões suspeitos, como ofertas de emprego fraudulentas.
Em 2023, a Meta informou ter removido mais de 159 milhões de anúncios fraudulentos por violação de políticas, além de derrubar 10,9 milhões de contas no Facebook e Instagram associadas a centros criminosos.
A empresa também planeja ampliar a verificação de anunciantes para aumentar a transparência e dificultar que golpistas se passem por anunciantes legítimos.
A ofensiva ocorre no momento em que o governo do Reino Unido lançou o Centro de Combate a Crimes Online, que reunirá especialistas do governo, polícia, agências de inteligência, bancos, operadoras móveis e grandes empresas de tecnologia para enfrentar cibercrimes.
Muitas das ameaças identificadas estão ligadas a centros de golpes que operam no Sudeste Asiático, África Ocidental, Europa Oriental, Índia e China.
O centro começará suas operações no próximo mês e usará inteligência artificial para identificar novos padrões de fraude, bloquear rapidamente transferências bancárias suspeitas e empregar “chatbots anti-golpe” para enganar criminosos e coletar informações.
“Apoiados por mais de 30 milhões de libras em financiamento, o centro vai identificar contas, sites e números de telefone usados por organizações criminosas para fechá-los em grande escala — bloqueando mensagens de texto fraudulentas, congelando contas criminosas, removendo perfis sociais falsos e interrompendo operações diretamente na origem”, detalhou o governo britânico.
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