A Nihon Kotsu, maior operadora de táxis do Japão, informou que seus sistemas foram comprometidos em um ciberataque, o que levou a empresa a desligar parte de sua infraestrutura.
O incidente ocorreu no fim de semana, na madrugada de sábado, e afetou as operações, incluindo o sistema de despacho de táxis da companhia, que segue fora do ar até o momento.
A Nihon Kotsu é a maior operadora de táxis e carros com motorista do Japão em receita do grupo, com faturamento anual de cerca de US$ 1 bilhão, ou ¥155 bilhões.
A empresa emprega 18.228 pessoas e opera uma frota de 8.558 táxis e mais de 2.000 veículos com motorista.
“Confirmamos que nossos sistemas internos foram submetidos a acesso externo não autorizado, com infecção por malware”, diz o comunicado da Nihon Kotsu, em tradução automática.
“Imediatamente após detectar o acesso não autorizado, implementamos medidas de emergência, incluindo a desconexão de sistemas para evitar danos adicionais”, acrescentou a empresa em outro trecho.
Como consequência, os serviços de aluguel de carros, reservas pela web, gestão de reservas, despacho por telefone e alguns sistemas internos continuam indisponíveis, informou a companhia.
A empresa recomendou que clientes que precisarem de seus serviços usem o aplicativo de táxi “GO” ou, alternativamente, procurem um ponto de táxi próximo para solicitar um veículo da Nihon Kotsu.
Em outro comunicado, a companhia informou que o serviço de “táxi para parto”, reservado por gestantes próximas do nascimento, está suspenso nas regiões de Tóquio, Musashino, Mitaka, Tachikawa, Yokohama e Saitama.
A empresa disse que contratou especialistas externos em cibersegurança para auxiliar na investigação e na recuperação dos sistemas e que, neste momento, apura a possibilidade de vazamento de dados.
Até o momento da investigação, nenhum vazamento de dados foi confirmado, mas a Nihon Kotsu afirma que considera essa hipótese e prometeu divulgar atualizações por meio de comunicados oficiais e avisos personalizados caso surjam novas informações.
Enquanto isso, a orientação aos clientes é para que não abram anexos recebidos em comunicações suspeitas que aleguem ter origem na empresa e que evitem clicar em links dessas mensagens.
Até o momento da publicação, nenhum grupo de ransomware ou quadrilha de extorsão assumiu a responsabilidade pelo ataque.
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