Lavadort de dinheiro é acusado de roubar criptomoedas apreendidas enquanto estava preso
13 de Julho de 2026

Um cidadão búlgaro foi acusado de furtar US$ 290.000 em criptomoedas apreendidas pelo governo enquanto cumpria uma pena de 121 meses de prisão por ajudar a lavar milhões de dólares roubados de vítimas de fraudes nos Estados Unidos.

Rossen G. Iossifov, de 53 anos, compareceu ao tribunal federal do Distrito Leste de Kentucky nesta quarta-feira, respondendo por remoção de bens para impedir apreensão e conspiração para cometer lavagem de dinheiro.

“A tentativa deliberada de Iossifov de remover e lavar recursos legalmente apreendidos é um desafio direto ao nosso sistema de Justiça e um desrespeito flagrante aos direitos de suas vítimas”, afirmou o agente especial do Secret Service, Robert Holman, em um comunicado divulgado na quinta-feira.

“Estamos comprometidos em garantir que as vítimas de fraudes online recebam Justiça e que indivíduos que tentem contornar ordens judiciais legais sejam responsabilizados.”

Segundo os promotores, em janeiro de 2024, ainda preso por uma condenação de 2021, Iossifov teria conspirado com outras pessoas para movimentar US$ 290.000 em criptomoedas de uma conta apreendida, desviando os recursos por várias corretoras de criptomoedas e serviços de mistura para mantê-los fora do alcance do governo.

A condenação anterior decorreu da posse e operação da RG Coins, uma corretora de criptomoedas em Sófia, na Bulgária, cujos clientes incluíam membros romenos da Alexandria Online Auction Fraud Network, uma quadrilha que vitimou pelo menos 900 americanos.

Os integrantes da rede publicavam anúncios falsos no Craigslist e no eBay oferecendo bens de alto valor, geralmente veículos, que não existiam.

Depois que as vítimas pagavam, o dinheiro era convertido em criptomoedas, e Iossifov então o repassava a operadores estrangeiros de lavagem de dinheiro.

As provas mostraram que Iossifov moldou seu negócio para atender clientes criminosos, oferecendo aos fraudadores taxas de câmbio vantajosas e permitindo que membros da quadrilha trocassem dinheiro em espécie por criptomoedas sem apresentar identificação nem documentação sobre a origem dos recursos.

De acordo com os documentos judiciais, ele recebeu mais de US$ 184.000 após lavar quase US$ 5 milhões para quatro membros da rede em menos de três anos.

O tribunal determinou que Iossifov pague mais de US$ 2,6 milhões em reparação às vítimas do esquema anterior e entregue as criptomoedas envolvidas no novo caso.

Se for condenado pelas novas acusações, ele poderá pegar até 25 anos de prisão.

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