HPE corrige falha crítica de execução remota de código no ArubaOS-CX
4 de Setembro de 2026

A Hewlett Packard Enterprise (HPE) corrigiu uma vulnerabilidade crítica no sistema operacional de rede ArubaOS-CX, que poderia levar à execução remota de código.

Identificada como CVE-2026-73749 , a falha é um buffer overflow que permite a atacantes remotos não autenticados enviar pacotes especialmente preparados a um processo daemon afetado e, assim, executar código com privilégios elevados.

“Há múltiplas vulnerabilidades em um daemon do ArubaOS-CX que podem permitir o processamento inadequado de entradas malformadas”, informou a HPE.

“Um atacante remoto não autenticado pode explorar essas vulnerabilidades enviando pacotes especialmente preparados ao serviço afetado.”

As versões afetadas e as correções recomendadas pela fabricante são:

10.18.0001 → atualizar para 10.18.1002 ou superior
10.17.1021 e anteriores → 10.17.1030 ou superior
10.16.1051 e anteriores → 10.16.1060 ou superior
10.13.1180 e anteriores → 10.13.1190 ou superior
10.10.1180 e anteriores → 10.10.1181 ou superior

A HPE observou que a versão AOS-CX 10.10.1181 já atingiu o fim da manutenção e recebe correções apenas para problemas críticos identificados internamente. Essa condição também se aplica à CVE-2026-73749 .

O ArubaOS-CX é o sistema operacional da HPE Aruba Networking para switches corporativos, normalmente usados por grandes empresas, órgãos públicos, universidades, organizações de saúde, data centers e provedores de serviços.

O boletim de segurança da HPE também inclui outras 23 vulnerabilidades, algumas classificadas com gravidade alta, entre 8,1 e 8,8.

CVE-2026-73750 : um atacante remoto autenticado com poucos privilégios pode enviar entradas malformadas ou truncadas a um módulo de gerenciamento do AOS-CX, o que pode causar negação de serviço ou permitir a execução de código com privilégios elevados.

CVE-2026-73751 : um usuário remoto autenticado com poucos privilégios pode enviar entradas preparadas por meio da interface de gerenciamento web do AOS-CX para executar comandos arbitrários no sistema operacional subjacente.

CVE-2026-73752 : um atacante sem autenticação, com acesso à rede adjacente, pode explorar um endpoint da API do AOS-CX para gravar arquivos arbitrários no sistema operacional subjacente, o que pode levar à execução remota de código.

CVE-2026-73753 : um usuário remoto autenticado com poucos privilégios pode explorar operações afetadas da linha de comando do AOS-CX para executar comandos arbitrários como usuário privilegiado no sistema operacional subjacente.

CVE-2026-73782 : um atacante sem autenticação, com acesso à rede adjacente, pode explorar uma vulnerabilidade de string de formato na interface de linha de comando do AOS-CX para executar código arbitrário como usuário privilegiado no sistema operacional subjacente.

CVE-2026-73781 : um atacante remoto autenticado pode explorar uma vulnerabilidade de cross-site scripting armazenado na interface de gerenciamento web do AOS-CX para executar scripts arbitrários no navegador de um administrador, caso ele interaja com o conteúdo afetado.

CVE-2026-73780 : um atacante remoto sem autenticação pode explorar a ausência de proteções contra CSRF em algumas sessões do AOS-CX autenticadas por certificado para enviar entradas arbitrárias à interface de gerenciamento web, induzindo um usuário autenticado a abrir uma URL preparada.

CVE-2026-73779 : um atacante sem autenticação, com acesso à rede adjacente, pode burlar os controles de autenticação em switches AOS-CX, o que pode expor informações sensíveis, permitir modificações não autorizadas e causar interrupções nos serviços.

CVE-2026-73778 : um atacante remoto sem autenticação pode usar uma senha padrão previsível de fábrica para obter controle administrativo total de um dispositivo AOS-CX que ainda esteja no estado padrão de fábrica ou no estado pós-ZTP, antes que um administrador configure credenciais.

CVE-2026-73777 : um atacante remoto sem autenticação pode explorar vulnerabilidades em um endpoint da API do AOS-CX para burlar controles de acesso e elevar privilégios.

A fabricante recomenda fortemente que os clientes atualizem para uma das versões corrigidas listadas no boletim.

A HPE informou que, no momento da publicação do comunicado, não tinha conhecimento de exploração ativa nem de proof-of-concept públicos voltados às falhas listadas.

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