Hackers usam anúncios do Google em ataque de phishing contra login do GoDaddy ManageWP
7 de Maio de 2026

Uma campanha de phishing distribuída por meio de resultados patrocinados do Google está mirando credenciais do ManageWP, a plataforma da GoDaddy usada para administrar frotas de sites WordPress.

O threat actor está usando uma abordagem de adversary-in-the-middle (AitM), em que a página falsa de login funciona como um proxy em tempo real entre a vítima e o serviço legítimo do ManageWP.

O ManageWP é uma plataforma centralizada de administração remota para sites WordPress, que permite gerenciar vários sites a partir de um único painel, sem a necessidade de acessar dashboards separados.

Entre os usuários mais comuns estão desenvolvedores web, agências que administram sites de clientes e empresas.

Pesquisadores da Guardio Labs alertam que o resultado falso aparece acima do legítimo na busca por “managewp”, atraindo usuários que confiam no Google para encontrar o endereço de acesso ao ManageWP.

Ao clicar no resultado malicioso, a vítima é levada a uma página de login idêntica à original.

No entanto, qualquer credencial digitada é enviada para um canal no Telegram controlado pelo atacante.

Diferentemente das páginas de phishing mais comuns, que capturam pares de usuário e senha, a campanha usa uma configuração ativa de AitM, na qual o atacante utiliza as credenciais para acessar a plataforma em tempo real.

Em seguida, a vítima recebe uma falsa solicitação para inserir o código de autenticação de dois fatores (2FA), que o threat actor usa para obter acesso à conta do ManageWP.

Nati Tal, pesquisador-chefe da Guardio Labs, afirmou que cada conta do ManageWP normalmente hospeda centenas de sites.

De acordo com estatísticas do WordPress.org, o plugin do ManageWP, que concede à plataforma controle sobre os sites registrados, está ativo em mais de 1 milhão de websites.

A Guardio Labs conseguiu se infiltrar na infraestrutura de command and control (C2) do atacante e observou um sistema de comandos em menu suspenso que permite um fluxo de phishing interativo e conduzido por operador.

Tal também afirmou que a plataforma não parece fazer parte de um kit comercial comum, mas sim de um framework privado de phishing.

Curiosamente, o pesquisador encontrou no código um acordo em língua russa no qual o autor se isenta de responsabilidade por atividades ilegais, inclui uma cláusula de uso para fins educacionais e de pesquisa e proíbe o vazamento público dos arquivos do painel ou o uso contra sistemas baseados na Rússia.

A Guardio Labs capturou dados de vítimas obtidos pelos atacantes e começou a contatá-las para alertar sobre a exposição.

Até o momento da publicação, os pesquisadores confirmaram 200 vítimas únicas.

Publicidade

Proteja sua empresa contra hackers através de um Pentest

Tenha acesso aos melhores hackers éticos do mercado através de um serviço personalizado, especializado e adaptado para o seu negócio. Qualidade, confiança e especialidade em segurança ofensiva de quem já protegeu centenas de empresas. Saiba mais...