Promotores dos Estados Unidos denunciaram um homem de Illinois por liderar uma operação de phishing que resultou na invasão das contas do Snapchat de quase 600 mulheres, com o objetivo de roubar fotos privadas e vendê-las online.
Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, o acusado Kyle Svara, de 26 anos, teria usado diversas técnicas de engenharia social para coletar e-mails, números de telefone e nomes de usuário das vítimas no Snapchat.
Com essas informações, Svara obteve acesso às contas enviando mensagens para mais de 4.500 pessoas, fingindo ser um representante do Snapchat e solicitando códigos de autenticação. Ele conseguiu capturar as credenciais de cerca de 570 vítimas. De acordo com as investigações, o acusado invadiu ao menos 59 contas sem autorização, baixando imagens comprometedoras.
Em seguida, anunciou seus serviços de hacking em plataformas como Reddit, oferecendo a clientes a possibilidade de “invadir contas de Snapchat de mulheres” ou trocar esse conteúdo roubado. Segundo documentos judiciais, Svara orientava possíveis comparsas a contatá-lo por canais mais seguros, como o aplicativo de mensagens criptografadas Kik.
Entre os clientes estava Steve Waithe, ex-técnico de atletismo da Northeastern University. Waithe contratou Svara para invadir contas de estudantes da universidade, incluindo membros dos times femininos de atletismo e futebol. Em março de 2024, Waithe foi condenado a cinco anos de prisão por sextorsão, cyberstalking e fraude cibernética, após atacar pelo menos 128 mulheres.
Além dos trabalhos pagos, os promotores afirmam que Svara também agiu de forma independente contra estudantes do Colby College, em Maine, e contra mulheres em Plainfield, Illinois.
Kyle Svara responde por crimes como roubo qualificado de identidade, wire fraud, fraude em computador e falsa declaração relacionada a pornografia infantil. O suspeito deve comparecer ao tribunal federal em Boston no dia 4 de fevereiro.
As acusações preveem penas severas: o roubo qualificado de identidade exige, no mínimo, dois anos de prisão; wire fraud pode resultar em até 20 anos; fraude em computador e conspiração têm penas máximas de cinco anos; e falsa declaração pode acarretar até oito anos de reclusão.
As autoridades federais pedem que possíveis vítimas ou quem tiver informações adicionais sobre o caso entrem em contato com o FBI por meio de um formulário online disponível no site da instituição.
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