Hacker invade Snapchat e rouba imagens privadas
12 de Janeiro de 2026

Promotores dos Estados Unidos denunciaram um homem de Illinois por liderar uma operação de phishing que resultou na invasão das contas do Snapchat de quase 600 mulheres, com o objetivo de roubar fotos privadas e vendê-las online.

Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, o acusado Kyle Svara, de 26 anos, teria usado diversas técnicas de engenharia social para coletar e-mails, números de telefone e nomes de usuário das vítimas no Snapchat.

Com essas informações, Svara obteve acesso às contas enviando mensagens para mais de 4.500 pessoas, fingindo ser um representante do Snapchat e solicitando códigos de autenticação. Ele conseguiu capturar as credenciais de cerca de 570 vítimas. De acordo com as investigações, o acusado invadiu ao menos 59 contas sem autorização, baixando imagens comprometedoras.

Em seguida, anunciou seus serviços de hacking em plataformas como Reddit, oferecendo a clientes a possibilidade de “invadir contas de Snapchat de mulheres” ou trocar esse conteúdo roubado. Segundo documentos judiciais, Svara orientava possíveis comparsas a contatá-lo por canais mais seguros, como o aplicativo de mensagens criptografadas Kik.

Entre os clientes estava Steve Waithe, ex-técnico de atletismo da Northeastern University. Waithe contratou Svara para invadir contas de estudantes da universidade, incluindo membros dos times femininos de atletismo e futebol. Em março de 2024, Waithe foi condenado a cinco anos de prisão por sextorsão, cyberstalking e fraude cibernética, após atacar pelo menos 128 mulheres.

Além dos trabalhos pagos, os promotores afirmam que Svara também agiu de forma independente contra estudantes do Colby College, em Maine, e contra mulheres em Plainfield, Illinois.

Kyle Svara responde por crimes como roubo qualificado de identidade, wire fraud, fraude em computador e falsa declaração relacionada a pornografia infantil. O suspeito deve comparecer ao tribunal federal em Boston no dia 4 de fevereiro.

As acusações preveem penas severas: o roubo qualificado de identidade exige, no mínimo, dois anos de prisão; wire fraud pode resultar em até 20 anos; fraude em computador e conspiração têm penas máximas de cinco anos; e falsa declaração pode acarretar até oito anos de reclusão.

As autoridades federais pedem que possíveis vítimas ou quem tiver informações adicionais sobre o caso entrem em contato com o FBI por meio de um formulário online disponível no site da instituição.

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