Google amplia uso da IA Gemini para combater anúncios maliciosos em sua plataforma
17 de Abril de 2026

O Google afirma estar utilizando cada vez mais seus modelos de IA Gemini para detectar e bloquear anúncios maliciosos em suas plataformas de publicidade, enquanto golpistas e agentes maliciosos continuam aprimorando suas táticas para escapar da detecção.

Em uma nova publicação, a empresa informou ter bloqueado ou removido 8,3 bilhões de anúncios e suspendido 24,9 milhões de contas de anunciantes em 2025, incluindo 602 milhões de anúncios relacionados a golpes.

O malvertising é um problema antigo na rede de anúncios do Google.

Atacantes compram anúncios que imitam marcas e serviços legítimos para distribuir malware, roubar criptomoedas ou direcionar vítimas para páginas de phishing.

Essas campanhas costumam utilizar técnicas de ocultação (cloaking) e redirecionamentos de URL para aparentar legitimidade, inclusive exibindo domínios do próprio Google e páginas reais de download de software e portais de autenticação.

Entre os casos recentes estão páginas falsas de login para roubo de contas do Google Ads, distribuição de softwares trojanizados por meio de anúncios que imitam ferramentas como Google Authenticator e Homebrew, além de anúncios de sites que se passam por plataformas de criptomoedas e esvaziam carteiras digitais de visitantes.

Segundo o Google, criminosos também passaram a utilizar IA generativa nessas campanhas, o que permite criar operações mais sofisticadas e em larga escala com maior rapidez.

“Agentes maliciosos estão usando IA generativa para criar anúncios enganosos em grande escala, e o Gemini nos ajuda a detectá-los e bloqueá-los em tempo real.

No fim do ano passado, a maioria dos anúncios de pesquisa responsivos criados no Google Ads foi revisada instantaneamente, e conteúdos nocivos foram bloqueados no momento da submissão, uma capacidade que planejamos expandir para mais formatos de anúncio este ano”, explicou Keerat Sharma, vice-presidente e gerente geral de privacidade e segurança em anúncios.

Para se defender, o Google afirma que agora depende fortemente de sistemas baseados no Gemini para automatizar a identificação e o bloqueio de anúncios maliciosos antes mesmo de serem exibidos aos usuários.

Enquanto sistemas anteriores analisavam palavras-chave em busca de indícios de comportamento malicioso, a empresa afirma que o Gemini consegue avaliar bilhões de sinais, incluindo comportamento do anunciante, histórico da conta, padrões de campanha e intenção, para determinar se um anúncio é malicioso.

Nos Estados Unidos, o Google informa ter removido 1,7 bilhão de anúncios e suspendido 3,3 milhões de contas de anunciantes em 2025, com “abuso da rede de anúncios” e “representação enganosa” entre as principais violações de política.

A inteligência artificial também aprimorou a resposta da empresa a anúncios maliciosos que conseguem passar pela análise inicial, permitindo processar denúncias de usuários com muito mais rapidez do que em anos anteriores.

A empresa acrescenta ainda que o aumento da precisão de seus modelos de IA reduziu em 80% as suspensões incorretas de anunciantes.

O Google afirma que seguirá expandindo o uso do Gemini para outros formatos de anúncios e sistemas de aplicação de políticas, com o objetivo de bloquear campanhas maliciosas já no momento da submissão.

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