FBI: americanos perderam recorde de US$ 21 bilhões para crimes cibernéticos no último ano
8 de Abril de 2026

Vítimas nos Estados Unidos perderam quase US$ 21 bilhões com crimes cibernéticos no ano passado, impulsionados principalmente por golpes de investimento, business email compromise, fraudes de suporte técnico e data breaches, segundo o Federal Bureau of Investigation.

O valor mantém a sequência de recordes anuais e representa alta de 26% em relação a 2024, quando os americanos perderam US$ 16,6 bilhões para o cybercrime.

O mesmo aumento apareceu no volume de denúncias recebidas pelo Internet Crime Complaint Center, o IC3, que superou 1 milhão no ano passado, ante 859 mil no ano anterior.

As queixas mais frequentes foram contra ataques de phishing, com 191 mil registros, extorsão, com 89 mil, e golpes de investimento, com 72 mil, que continuaram a provocar prejuízos massivos.

Embora em menor número absoluto, ainda houve uma quantidade relevante de relatos sobre tipos graves de ataque, como business email compromise, com 24,7 mil casos, data breaches, com 3,9 mil, ransomware, com 3,6 mil, e SIM swapping, com 971.

A fraude de investimento respondeu por 49% de todos os incidentes ligados a golpes registrados no ano passado e gerou perdas de US$ 8,6 bilhões.

Mesmo assim, o cybercrime voltado a criptomoedas causou o maior prejuízo, ultrapassando US$ 11 bilhões em 181.565 casos.

A fraude habilitada por meios digitais apareceu em 453 mil denúncias e respondeu por US$ 17,7 bilhões do total de perdas enviadas ao IC3 em 2025.

Segundo o IC3, americanos com mais de 60 anos foram os mais atingidos, com perdas declaradas de US$ 7,7 bilhões, alta de 37% em relação ao ano anterior.

Pela primeira vez, o relatório do FBI inclui golpes relacionados a IA, que somaram 22,3 mil reclamações e US$ 893 milhões em prejuízos.

Esses esquemas envolveram voice cloning, perfis falsos, documentos forjados e vídeos deepfake.

Em dois casos de ataques contra infraestruturas críticas, incluindo barragens e instalações nucleares, o FBI classificou os incidentes como data breaches.

Os setores de infraestrutura crítica mais visados em 2025 foram saúde, manufatura, serviços financeiros, tecnologia da informação e órgãos governamentais.

O FBI afirma ter ampliado os esforços para bloquear ataques, notificar vítimas e congelar valores roubados, conseguindo, em alguns casos, até recuperar parte do dinheiro.

A agência iniciou 3.900 intervenções do Financial Fraud Kill Chain, o FFKC, em 2025, bloqueando com sucesso parte das transações fraudulentas.

Dos US$ 1,16 bilhão visados pelos criminosos, o FBI congelou US$ 679 milhões.

Entre as ações adicionais para conter crimes cibernéticos, a agência destacou a Operation Level Up, lançada no início do ano com foco em identificar e alertar vítimas de fraude de investimento em criptomoedas.

Das 3.780 vítimas notificadas no ano passado, 78% não sabiam que estavam sendo enganadas.

O FBI recomenda que as pessoas não ajam com pressa ao receber pedidos urgentes e sob pressão, e que usem todos os meios disponíveis para verificar a autenticidade da comunicação antes de enviar dinheiro ou dados.

Quem suspeitar de invasão por hackers ou scammers deve registrar a ocorrência com o máximo de detalhes em ic3.gov.

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