FBI alerta para riscos de privacidade em apps móveis chineses
1 de Abril de 2026

O Federal Bureau of Investigation (FBI) dos Estados Unidos alertou os americanos sobre o uso de aplicativos móveis desenvolvidos no exterior, especialmente os criados por empresas chinesas.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira pelo Internet Crime Complaint Center (IC3), o FBI destacou os riscos à privacidade e à segurança dos dados associados a esses apps.

"No início de 2026, muitos dos aplicativos mais baixados e que geram maior receita nos Estados Unidos são desenvolvidos e mantidos por empresas estrangeiras, principalmente com sede na China", informou o órgão.

"O funcionamento da infraestrutura digital desses apps está sujeito às amplas leis de segurança nacional da China, o que pode permitir ao governo chinês acesso aos dados dos usuários."

Entre os riscos apontados, o FBI destacou que alguns desses aplicativos podem coletar informações e dados pessoais continuamente, mesmo quando o usuário autoriza acesso apenas durante o uso ativo do app.

Além disso, esses aplicativos podem obter grande volume de dados por meio das permissões padrão, incluindo informações da agenda de contatos, como nomes, números de telefone, e-mails, IDs de usuário e endereços físicos.

"As políticas de privacidade indicam onde esses dados coletados, incluindo informações pessoais e comandos do sistema, são armazenados.

Alguns apps informam que os dados ficam em servidores localizados na China pelo tempo que os desenvolvedores julgarem necessário", acrescentou o FBI.

"Alguns aplicativos sequer permitem o uso da plataforma sem o consentimento para compartilhamento de dados."

Para proteger a privacidade e os dados pessoais, o FBI recomenda desativar o compartilhamento desnecessário, manter o software dos dispositivos sempre atualizado e baixar apenas aplicativos verificados, disponíveis em lojas oficiais.

Embora o órgão também sugira a troca frequente de senhas, aponta que o uso de gerenciadores como Bitwarden ou 1Password é uma abordagem mais segura para criar senhas robustas para todas as contas, já que a renovação constante pode levar à escolha de senhas mais fracas e vulneráveis a ataques de brute-force.

O FBI solicita que americanos que tenham seus dados comprometidos ou notem atividades suspeitas após a instalação de apps estrangeiros reportem os casos por meio da plataforma IC3.

O comunicado da agência ocorre após a transferência, no início de 2026, do controle operacional da TikTok nos EUA para um empreendimento conjunto com maioria americana, liderado pelas empresas Oracle, Silver Lake e o investidor dos Emirados Árabes MGX.

A mudança busca evitar a proibição da plataforma prevista na lei americana de 2024, que exigia a venda da TikTok pela empresa-mãe ByteDance por questões de segurança nacional.

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