Falha crítica no BlockStrap permite que invasores executem código em servidores Magento
19 de Outubro de 2026

Pesquisadores alertam que hackers podem explorar em breve uma vulnerabilidade crítica ( CVE-2026-103849 ) que afeta o Magento e o Adobe Commerce. A falha pode permitir a execução de código PHP arbitrário nos servidores de lojas virtuais.

Segundo a Sansec, empresa especializada em segurança para o comércio eletrônico, ainda não foram observados ataques que explorem a vulnerabilidade, chamada BlockStrap. A expectativa, porém, é que agentes de ameaça encontrem uma forma de explorá-la.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão depois de identificarem, em menos de 24 horas, quatro possíveis caminhos de ataque relacionados à CVE-2026-103849 .

A falha afeta as versões de setembro do Adobe Commerce e do Magento Open Source até a 2.4.9, além do Adobe Commerce B2B até a versão 1.5.3.

A empresa de segurança afirma que a classificação de “prioridade 2” atribuída pela Adobe não reflete o perigo nem a urgência do caso, embora o caminho de ataque seja mais complexo.

“O caminho de ataque é complexo, mas qualquer pessoa com um agente de IA pode fazer engenharia reversa do patch e criar exploits funcionais em relativamente pouco tempo”, afirma a Sansec.

“Por isso, questionamos a classificação de prioridade 2 da Adobe, que prevê a aplicação do patch em até 30 dias. O StyleSmuggler passou de uma correção emergencial de prioridade 1 à exploração em massa em três dias, e o BlockStrap tem complexidade semelhante.”

O boletim da Adobe, publicado em 13 de outubro, descreve a falha como uma neutralização inadequada de elementos especiais usados em um mecanismo de templates, o que pode levar à execução de código arbitrário.

De acordo com a Sansec, o BlockStrap é uma injeção de diretiva no mecanismo de templates, executada em uma segunda passagem. Ela permite que conteúdo controlado pelo invasor em um template secundário de e-mail seja assinado e processado novamente no nível raiz, executando uma diretiva {{block}} inserida de forma dissimulada.

A análise da Sansec indica que o BlockStrap expõe uma brecha deixada pela correção do StyleSmuggler no mesmo mecanismo de templates de e-mail.

A correção da Adobe substitui o processamento genérico por marcadores registrados, impedindo a exploração da falha.

A Sansec afirma que uma instalação simples do Composer não é suficiente para eliminar o risco. Administradores de sites precisam aplicar a versão 2026-oct ou o patch independente da Adobe.

“BlockStrap e StyleSmuggler são correções distintas. É preciso aplicar as duas. Portanto, mantenha também a correção emergencial VULN-39341 de setembro”, alerta a Sansec.

A empresa especializada em segurança para o comércio eletrônico afirma que divulgará uma atualização quando detectar ondas de ataques em massa, que espera que ocorram em breve.

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