EUA Indiciam Mais 31 Suspeitos Envolvidos em Ataques com Malware em Caixas Eletrônicos
27 de Janeiro de 2026

Um júri federal de Nebraska acusou 31 novos suspeitos por participação em uma operação de ATM jackpotting, supostamente comandada por integrantes da gangue venezuelana Tren de Aragua.

Essas acusações se somam a duas denúncias anteriores: uma, de 9 de dezembro, que acusou 22 pessoas de conspiração para fornecer suporte material a terroristas e lavagem de dinheiro; e outra, de 21 de outubro, com 32 réus indiciados por múltiplos crimes, incluindo fraude bancária, arrombamento de bancos e danos a computadores.

O recente indiciamento do júri de Nebraska inclui 32 acusações relacionadas a um esquema que utilizava o malware Ploutus para roubar milhões de reais em dinheiro de caixas eletrônicos (ATMs) por todo o território americano.

Grande parte dos suspeitos é formada por venezuelanos e colombianos ligados à gangue Tren de Aragua (TdA), que, em dezembro, foi designada pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), do Departamento do Tesouro dos EUA, como Organização Terrorista Estrangeira.

“TdA cresceu de uma gangue prisional para uma organização criminosa transnacional e, finalmente, para uma organização terrorista estrangeira”, afirmou Chris Eason, codiretor da Joint Task Force Vulcan, do Departamento de Justiça dos EUA.

“O uso de malware sofisticado para esvaziar caixas eletrônicos e atacar instituições financeiras americanas — que também financiam as atividades terroristas da TdA — não será tolerado.”

Segundo documentos judiciais, os suspeitos implantavam o malware Ploutus em ATMs de bancos e cooperativas de crédito pelo país.

O procedimento começava com a abertura dos gabinetes das máquinas, seguida de monitoramento nas proximidades para identificar respostas a alarmes.

Eles instalavam o malware removendo os discos rígidos originais, que eram substituídos por unidades pré-carregadas, ou conectando dispositivos USB.

Após a instalação, o software permitia apagar vestígios para esconder os ataques e forçava os caixas eletrônicos a dispensar dinheiro até ficarem vazios.

O dinheiro roubado era dividido conforme acordos predefinidos, e os valores eram transferidos entre membros da quadrilha para lavar os recursos obtidos ilegalmente.

No total, o Departamento de Justiça já processou 87 integrantes da Tren de Aragua nos últimos seis meses, com penas que podem variar de 20 a 335 anos de prisão em caso de condenação.

Na semana passada, procuradores federais da Carolina do Sul também anunciaram que dois venezuelanos condenados por esquema semelhante de jackpotting em ATMs serão deportados após cumprirem suas sentenças.

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