Os Estados Unidos acusaram 17 iranianos, apontados como membros de uma empresa de hackers por encomenda chamada Mabna Institute, envolvidos em operações que se estenderam por anos e roubaram dados de organizações americanas.
Nove dos réus já haviam sido denunciados em uma acusação apresentada em março de 2018, por hackear mais de 300 universidades e empresas privadas.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o DoJ, também anunciou recompensas de até US$ 10 milhões por informações que levem à localização de cinco dos 17 acusados iranianos.
Segundo o governo norte-americano, os oito indivíduos incluídos na nova acusação roubaram pesquisas acadêmicas, propriedade intelectual, emails e outras informações confidenciais.
O DoJ afirma que os iranianos listados abaixo estiveram envolvidos em operações cibernéticas para o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o IRGC, além de outros órgãos do governo iraniano, universidades e clientes pagantes.
Saeid Houshyar
Behzad Mesri, também conhecido como “Skote Vahshat”
Manouchehr Hashemloo
Keyvan Fayaz, também conhecido como “Achilles”, “The Joker” e “bc.monster”
Amir Barati
Saber Shahbazi Ballojeh
Arman Kahzadian
Mojtaba Galekuhi, também conhecido como “Mojtaba Ghaleh Koui”
“As acusações de hoje, que incluem oito réus adicionais, revelam a rede mais ampla supostamente por trás de uma campanha patrocinada pelo Estado para roubar pesquisas e propriedade intelectual de universidades, empresas e instituições governamentais americanas”, afirmou o procurador dos Estados Unidos, Jamie McDonald.
“Mais de oito anos depois de tornarmos pública a acusação original, estas medidas deixam claro que a passagem do tempo não impedirá que identifiquemos e processemos aqueles que miram os Estados Unidos a partir do exterior.”
O anúncio do DoJ informa que a operação teria começado por volta de 2013 e teve como alvo as contas de mais de 100.000 professores em todo o mundo, comprometendo com sucesso cerca de 8.000 delas.
Com acesso a essas contas, os hackers teriam roubado 31,5 terabytes de dados acadêmicos, incluindo revistas, teses, dissertações, ebooks e pesquisas em diversas áreas, avaliados em aproximadamente US$ 3,4 bilhões.
A atividade afetou 178 universidades, sendo 144 nos Estados Unidos, pelo menos 53 empresas privadas, das quais 42 ficam nos Estados Unidos, duas ONGs e ao menos 10 agências estaduais americanas.
Uma das vítimas citadas no comunicado foi a HBO, que teria sido extorquida em US$ 6 milhões em Bitcoin.
Os acusados agora respondem por conspiração para cometer invasões de computador, fraude eletrônica, acesso não autorizado para ganho financeiro e roubo de identidade qualificado, crimes que podem resultar em penas máximas de até 20 anos de prisão.
O Departamento de Estado também anunciou que oferece recompensas de até US$ 10.000.000 por informações que levem ao paradeiro de Behzad Mesri, Mojtaba Galekuhi, Arman Kahzadian, Keyvan Fayaz e Saber Shahbazi Ballojeh.
Todos os réus são presumidos inocentes até prova em contrário perante a Justiça.
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