EUA acusam hackers iranianos de roubo de propriedade intelectual de US$ 3,4 bilhões
20 de Agosto de 2026

Os Estados Unidos acusaram 17 iranianos, apontados como membros de uma empresa de hackers por encomenda chamada Mabna Institute, envolvidos em operações que se estenderam por anos e roubaram dados de organizações americanas.

Nove dos réus já haviam sido denunciados em uma acusação apresentada em março de 2018, por hackear mais de 300 universidades e empresas privadas.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o DoJ, também anunciou recompensas de até US$ 10 milhões por informações que levem à localização de cinco dos 17 acusados iranianos.

Segundo o governo norte-americano, os oito indivíduos incluídos na nova acusação roubaram pesquisas acadêmicas, propriedade intelectual, emails e outras informações confidenciais.

O DoJ afirma que os iranianos listados abaixo estiveram envolvidos em operações cibernéticas para o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o IRGC, além de outros órgãos do governo iraniano, universidades e clientes pagantes.

Saeid Houshyar
Behzad Mesri, também conhecido como “Skote Vahshat”
Manouchehr Hashemloo
Keyvan Fayaz, também conhecido como “Achilles”, “The Joker” e “bc.monster”
Amir Barati
Saber Shahbazi Ballojeh
Arman Kahzadian
Mojtaba Galekuhi, também conhecido como “Mojtaba Ghaleh Koui”

“As acusações de hoje, que incluem oito réus adicionais, revelam a rede mais ampla supostamente por trás de uma campanha patrocinada pelo Estado para roubar pesquisas e propriedade intelectual de universidades, empresas e instituições governamentais americanas”, afirmou o procurador dos Estados Unidos, Jamie McDonald.

“Mais de oito anos depois de tornarmos pública a acusação original, estas medidas deixam claro que a passagem do tempo não impedirá que identifiquemos e processemos aqueles que miram os Estados Unidos a partir do exterior.”

O anúncio do DoJ informa que a operação teria começado por volta de 2013 e teve como alvo as contas de mais de 100.000 professores em todo o mundo, comprometendo com sucesso cerca de 8.000 delas.

Com acesso a essas contas, os hackers teriam roubado 31,5 terabytes de dados acadêmicos, incluindo revistas, teses, dissertações, ebooks e pesquisas em diversas áreas, avaliados em aproximadamente US$ 3,4 bilhões.

A atividade afetou 178 universidades, sendo 144 nos Estados Unidos, pelo menos 53 empresas privadas, das quais 42 ficam nos Estados Unidos, duas ONGs e ao menos 10 agências estaduais americanas.

Uma das vítimas citadas no comunicado foi a HBO, que teria sido extorquida em US$ 6 milhões em Bitcoin.

Os acusados agora respondem por conspiração para cometer invasões de computador, fraude eletrônica, acesso não autorizado para ganho financeiro e roubo de identidade qualificado, crimes que podem resultar em penas máximas de até 20 anos de prisão.

O Departamento de Estado também anunciou que oferece recompensas de até US$ 10.000.000 por informações que levem ao paradeiro de Behzad Mesri, Mojtaba Galekuhi, Arman Kahzadian, Keyvan Fayaz e Saber Shahbazi Ballojeh.

Todos os réus são presumidos inocentes até prova em contrário perante a Justiça.

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