Estudo revela: ataques cibernéticos crescem diante de intensa polarização política
2 de Maio de 2024

O aumento da polarização política pelo mundo afora está fomentando um crescimento nos números de ataques hackers, conforme sinaliza um recente relatório da Netscout.

Revelações apontam para mais de 7 milhões de ataques DDoS no segundo semestre de 2023, um salto de 15% em comparação ao semestre anterior.

O Brasil, maior país da América Latina, continua sendo o foco principal desses ataques no continente, posicionando-se também como um dos líderes em alvo dessas ações no cenário mundial.

O país foi palco de 357.422 ataques no segundo semestre de 2023, um crescimento próximo de 8,86% em relação ao semestre anterior (328.326 ataques), com esses eventos tendo uma duração média de 29 minutos, conforme apontado pelo estudo.

Em comparação com seus vizinhos latino-americanos, o Brasil enfrentou aproximadamente 4,3 vezes mais ataques que a Argentina, que ocupou a segunda posição com 82.749 ataques, e cerca de 4,6 vezes mais que o Peru, terceiro colocado com 74.531 ataques.

No Brasil, o setor de telecomunicações sem fio foi o mais afetado no segundo semestre de 2023, com 82.065 ataques, um impressionante acréscimo de 142.47% em relação ao semestre anterior (33.846 ataques).

Os setores de transporte de cargas e processamento de dados seguiram no topo da lista, com 25.620 e 25.130 ataques, respectivamente, mantendo-se estáveis em comparação ao relatório anterior.

De acordo com o relatório, o hacktivismo DDoS tem ultrapassado barreiras geográficas ao longo do último ano, evidenciando uma mudança no panorama global de segurança.

Grupos como NoName057(016) e Anonymous Sudan, além de hackers independentes e pequenos coletivos, estão intensificando o uso de ataques DDoS para atingir alvos com ideologias opostas às suas.

"Os cibercriminosos globais se tornaram mais sofisticados no último ano, realizando ataques a sites e sobrecarregando servidores para negar acesso a clientes e provocar caos digital como forma de influenciar questões geopolíticas", declarou Richard Hummel, líder sênior de inteligência de ameaças da NETSCOUT.

"O constante bombardeio de ameaças DDoS eleva os custos e gera uma fadiga de segurança nas operadoras de rede, que se veem incapazes de proteger seus ativos digitais sem um nível avançado de proteção que utilize inteligência preditiva de ameaças em tempo real", acrescentou.

O Anonymous Sudan visou o X (anteriormente Twitter) para influenciar Elon Musk sobre o serviço Starlink no Sudão, e atacou o Telegram por suspender seu canal principal.

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