Deepfakes: vídeos falsos podem custar até R$ 100 mil por minuto
7 de Junho de 2023

Assim como outras atividades criminosas, o deep fake se tornou uma moeda valiosa nos mercados obscuros da dark web.

Criminosos oferecem seus serviços de edição e inteligência artificial para produzir vídeos falsos por preços que podem chegar a até R$100 mil por minuto em casos mais complexos e relevantes.

A empresa de cibersegurança Kaspersky analisou o funcionamento desses mercados e identificou um aumento de interesse e oferta de serviços desse tipo, envolvendo não só vídeos, mas também áudios e fotos gerados por inteligência artificial.

Os preços variam de acordo com a finalidade, que pode ir desde vídeos pornográficos falsos para difamar alguém até grandes esquemas de golpes para roubo de dados pessoais e dinheiro, além de manipulação política.

Os valores podem variar de US$300, pouco menos de R$1.500, por uma produção completa, até US$20 mil por minuto, o que representa os citados R$100 mil em conversão direta, por clipes mais elaborados.

A crescente demanda desses serviços na dark web é justificada pelo sucesso obtido por golpes mais elaborados, que conquistam um grande número de vítimas.

A tecnologia continua evoluindo, o que pode levar a um aumento na qualidade das farsas e uma eventual baixa nos preços pela popularização.

A Kaspersky também identificou o uso de deep fakes em "cryptostreams", lives fraudulentas feitas a partir de canais no YouTube furtados em ataques com malware, que se aproveitam da aparência de figuras conhecidas e grandes empresas para promover fraudes com criptomoedas, prometendo grandes retornos financeiros.

Os deep fakes permitem a criação de vídeos "inéditos" que podem dar maior aparência de legitimidade ao golpe.

O mercado lucrativo envolve não só a venda de vídeos, mas também a venda de sites pré-prontos para aplicação dos golpes e carteiras de laranja para pulverizar o dinheiro recebido.

As vítimas podem ter perdas que variam de US$1 mil até US$460 mil, ou cerca de R$5 mil a R$2,2 milhões.

Para evitar cair em golpes desse tipo, é importante procurar redes sociais e sites oficiais de empresas e celebridades para verificar se as ofertas que estão sendo feitas na suposta transmissão ao vivo são reais.

Desconfie de esquemas de investimento que ofereçam "multiplicação de ganhos" a partir do envio de pequenos montantes e evite passar dados ou valores para sistemas desse tipo.

É importante reparar se o vídeo parece "estranho" ou se a pessoa exibida apresenta movimentos irregulares ou pouco naturais.

Alterações bruscas na iluminação, ausência de piscadas ou lábios não sincronizados com a fala também são elementos que ajudam a identificar um deep fake.

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