Criminosos usam Telegram para vender carteiras de vacinação falsas
29 de Setembro de 2023

Criminosos usam grupos de teoria conspiratória no Telegram para vender carteiras de vacinação falsificadas com registro oficial no sistema do SUS (Sistema Único de Saúde).

É o que revelou uma reportagem publicada pela agência Aos Fatos nesta semana.

Segundo a apuração da agência, os criminosos oferecem o registro de doses incluídas no Programa Nacional de Imunizações e vacinas sazonais.

Os preços para o serviço variam entre R$ 200 e R$ 600 (este é o preço da “imunização completa” de Covid-19).

O esquema é parecido ao que a Polícia Federal investiga no caso do tenente-coronel Mauro Cid, suspeito de adulterar os cartões de vacina de sua família e de parentes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A reportagem aponta que, além de usar o Telegram para promover a venda de certificados falsos de vacinação, o esquema envolve uma clínica da rede municipal do Rio de Janeiro.

Os “clientes” precisavam fornecer nome completo, CPF e número do cartão do SUS.

Eles podiam escolher as datas de inserção no sistema e até o fabricante da vacina.

Se condenados, os integrantes do grupo criminoso devem pagar multa e pegar de dois a 12 anos de prisão por inserir dados falsos em sistema de informação da administração pública, que é crime federal.

Já quem contratou seus serviços pode cumprir até seis anos de prisão por uso de documento falso.

Em nota à agência, o Telegram informou que “tem removido conteúdo prejudicial, incluindo golpes e venda de produtos fraudulentos”.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro repudiou o que chamou de “crime contra a saúde pública”, situação que, para a pasta, é “gravíssima”.

A secretaria acrescentou que espera “uma apuração rigorosa com punição dos envolvidos”.

Por fim, o Ministério da Saúde disse, em nota ao Aos Fatos, que “não poupará esforços para o envolvimento das demais autoridades competentes e punição diante da confirmação de fraude”.

OS criminosos usam grupos de teorias conspiratórias no Telegram para vender carteiras de vacinação falsificadas, com registros oficiais no sistema do SUS.

O grupo oferece registros de doses incluídas no Programa Nacional de Imunizações, cobrando entre R$ 200 e R$ 600 pelo serviço.

Além da venda no Telegram, o esquema envolve uma clínica da rede municipal do Rio de Janeiro.

Se condenados, os membros do grupo criminoso podem pagar multa e pegar de dois a 12 anos de prisão por inserir dados falsos em sistemas públicos, enquanto os contratantes podem pegar até seis anos de prisão por uso de documento falso.

Este esquema assemelha-se ao caso do tenente-coronel Mauro Cid, suspeito de adulterar cartões de vacina de sua família e parentes do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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