O Escritório Administrativo dos Tribunais dos EUA informou que um ataque cibernético contra a contratada governamental BAE Systems interrompeu o sistema de notificações usado pelos tribunais federais de falências.
Em comunicado divulgado na quinta-feira, o órgão afirmou que o ataque também afetou a produção e a distribuição de notificações de falência.
“O Escritório Administrativo dos Tribunais dos EUA está em contato com os tribunais afetados e coordena a resposta com a BAE Systems. A empresa investiga ativamente o incidente e trabalha para restabelecer as operações”, informou o órgão.
“Em consequência do incidente, todos os acessos aos sistemas e sites do BNC operados pela BAE em nome do Poder Judiciário estão indisponíveis, assim como o processo relacionado de envio de notificações de falência. Entre os serviços afetados estão bnc.uscourts.gov, bankruptcynotices.uscourts.gov, notices.uscourts.gov e o Serviço Nacional de Cadastro de Credores.”
A BAE Systems é a maior empresa de defesa da Europa. A companhia projeta e fabrica tecnologia militar para os departamentos de defesa do Reino Unido e dos Estados Unidos. Também é uma importante fornecedora de serviços corporativos de TI, infraestrutura de cloud e cibersegurança para órgãos militares, de inteligência e civis de governos de todo o mundo.
Segundo o BleepingComputer, porta-vozes dos tribunais dos EUA e da BAE Systems não estavam disponíveis para comentar o caso quando o veículo tentou obter mais detalhes sobre o ataque, na quinta-feira.
No ano passado, o Poder Judiciário federal dos EUA, um ramo independente do governo federal, também informou que reforçaria suas defesas de cibersegurança após um ataque afetar seus sistemas eletrônicos de gestão de processos.
O Poder Judiciário federal acrescentou que, embora a maioria dos documentos do sistema seja pública, passou a proteger determinados documentos sigilosos com informações sensíveis por meio de controles de acesso mais rigorosos, criados para impedir a ação de invasores.
“O Poder Judiciário federal está adotando medidas adicionais para reforçar a proteção de documentos sensíveis de processos, em resposta a ataques cibernéticos recentes, intensificados, sofisticados e persistentes contra seu sistema de gestão de processos”, informou o órgão.
Embora o órgão não tenha confirmado uma violação de documentos confidenciais, uma reportagem da Politico afirmou, na época, que hackers haviam invadido os sistemas eletrônicos de gestão de processos CM/ECF e a plataforma federal de documentos judiciais PACER, obtendo acesso a dados sensíveis, incluindo a identidade de informantes confidenciais.
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