A sua impressão digital não é única, diz IA
15 de Janeiro de 2024

Nossa digital é única (pelo menos até onde sabíamos), não foram encontradas duas pessoas no mundo que tivessem sequer o mesmo padrão de digital, nem gêmeos idênticos.

No entanto, um novo estudo usou Inteligência Artificial para analisar milhares de digitais e descobriu que, na verdade, existem sim, padrões em comum entre elas.

A singularidade da digital é usada a nosso favor, seja para a identificação pessoal ou por motivos de segurança, como na área forense e investigação de cenas de crime.

Tudo isso se baseia na impossibilidade de existirem digitais repetidas, nem mesmo na mesma pessoa.

E não foi por falta de tentativa de encontrar repetições.

Para analisar os padrões das digitais, os pesquisadores as dividem em cristas elevadas e sulcos recuados (basicamente, as linhas e espaços).

Então, eles comparam os padrões das cristas as enquadrando em outras três categorias: voltas, espirais e arcos.

A análise é feita por uma característica específica das cristas, a minúcia.

Padrões em comum entre digitais não foram identificados.

Um novo estudo usou uma IA para mudar o método de análise das digitais e descobriu um resultado diferente: eles podem ter padrões em comum entre si.

O estudo ainda testou a IA para diferentes casos e confirmou que ela é eficaz com digitais de diferentes gêneros e grupos raciais.

Inclusive, nos casos em que foi treinada com maior variedade, se saiu melhor.

Porém, há críticas.

Antes de ser publicada, a pesquisa foi rejeitada por uma revista forense, que alegou que “é bem sabido que cada digital é única”.

Ela seguiu adiante e foi aprovada na Science Advances, mas os responsáveis reconhecem que é necessário mais treinamento com um conjunto de dados ainda maior para ver como se sai e se pode revolucionar a área forense – sem desconsiderar uma verdade já tão estabelecida.

O modelo de IA foi treinado a partir de um banco de dados públicos dos Estados Unidos, com cerca de 60 mil digitais e 525 mil imagens delas.

Então, ele analisou as digitais de uma forma diferente, usando um padrão binário que considera a orientação das cristas, sua densidade e as minúcias.

Ao observar as voltas e espirais que formam as cristas próximo ao centro da digital, a IA descobriu que poderia encontrar padrões entre digitais da mesma pessoa usando a orientação delas.

Ou seja, a análise desse primeiro fator é mais confiável do que a densidade das cristas e a minúcia, o método anterior de análise.

O site IFLScience explicou que o método da minúcia é confiável, mas foca nos padrões de um mesmo dedo usando a análise de um único fator, que não necessariamente se repete em outros dedos.

Já outros fatores, sim.

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