Posicionamentos a respeito da evolução científica e tecnológica: Otimista e Pessimista

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A ciência e tecnologia estão presentes desde os primórdios da humanidade, não tendo esses termos claramente apresentados, mas executando seus princípios. O homem primitivo seguia alguns passos definidos para a construção de ferramentas que os auxiliavam na caça e outras tarefas comuns à época. Eis aí, ciência e tecnologia, visto que, existiam métodos, mesmo que básicos, que eram reproduzidos sempre que necessário, gerando um resultado comum.

Esses princípios [ciência e tecnologia] foram evoluindo com o tempo, se adequando com a moldagem social, dando origem a posicionamentos a seu respeito, gerando um questionamento a respeito do quanto ciência e tecnologia seriam benéficas para as pessoas e o mundo em geral. Quando olhamos para o atual momento, vemos as proporções que ciência e tecnologia tomaram, o nível de métodos cada vez mais complexos e concisos, consequentemente resultando numa produção tecnológica de alto nível. Robôs inteligentes, desenvolvimento de armas, super computadores, e afins, já se vê o início desse cenário, e a previsão é cada vez evoluir mais.

Os posicionamentos que foram surgindo, são conhecidos como otimistas (tecno-otimistas) e pessimistas (tecno-catastróficos). O otimista acredita que a tecnologia pode prover condições necessárias para a sobrevivência humana, fazendo somente o bem. Enquanto os pessimistas são totalmente contrários a essa ideia, eles acreditam numa dominância da máquina em relação ao ser humano, tornando a humanidade totalmente submissa.

Os questionamentos da “oposição” tecnológica até parecem temas de filmes de ficção científica, onde robôs dominam o mundo por exemplo. Embora pareçam tão radicais essa ideia, é adotada por muitas pessoas, e possui certa lógica. É óbvio que é necessário ponderar diversas variáveis no que diz respeito ao avanço tecnológico. Talvez a grande catástrofe não aconteça fisicamente, com máquinas por todos os lados, agindo como humanos, mas sim, uma crise econômica, social e cultural. Estima-se que haverá um déficit de desemprego de 5 milhões de pessoas, causado pelo surgimento de novas tecnologias. Em questões culturais, como será a adaptação da população? Se hoje já vemos crianças cada vez mais novas tendo contato com alta tecnologia, deixando de lado brincadeiras, contato com outras pessoas, e outros fatores típicos de uma criança de gerações passadas. Como será a comunicação e integração das pessoas num mundo altamente tecnológico, será que os fatores humanos sucumbirão a era da tecnologia? São perguntas válidas e ganham ainda mais força quando renomadas personalidades da ciência e tecnologia contemporânea como Stephen Hawking e Steve Wozniak alertam sobre o risco do uso de Inteligência Artificial.²

¹ – https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia-pode-acabar-com-5-milhoes-de-empregos-no-mundo-ate-2020-18498564
² – http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=44043&sid=46#.WDMqK3HQfIU

Em contrapartida, os otimistas não ficam atrás na argumentação, defendem que novas tecnologias resultarão em novos empregos, que novas tecnologias mudarão a forma das pessoas pensarem e agirem, seja na escola – com recursos que provém um melhor aprendizado do aluno, tornando-o mais preparado para a vida pós escola – , no trabalho – com ferramentas e métodos que ajudarão o trabalhador a desempenhar sua função, com mais segurança e conforto – ou num momento de lazer – com atrações diversas, facilidade em questão de locomoção e a ida para outros locais. As máquinas continuarão a servir o população em geral como de costume, facilitando a vida humana. Armas altamente potentes (inclusive para devastar todo o globo) já existem, todavia o bom senso humano predomina, são usadas para manter a ordem através de ameaças, no futuro continuará a ser assim. A globalização irá atingir seu ápice, o mundo estará totalmente conectado ( obviamente ainda existirão desigualdades sociais, essas que o desenvolvimento tecnológico também poderá ter um impacto positivo, diminuindo os índices de desigualdade) .

O texto abaixo, explica como a tecnologia pode ajudar a combater as diferenças que existem no quesito social da população mundial.
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2002/020813_eleicaoct4ropp.shtml

Não é de se estranhar quando um grande nome da tecnologia, como Steve Jobs, diz: “Trocava toda minha tecnologia por uma tarde com Sócrates.” O que podemos interpretar como a valorização do fator humano, da razão, da emoção, particularidades únicas do ser humano.

A de se convir que ambas as partes [otimista e pessimista] tem um pouco de razão, a tecnologia tem poder demais, logo precisa ser gerida da forma correta. A grande questão fica na forma que será usada. Um robô pode salvar várias vidas, talvez até superando aptidões humanas, da mesma forma um robô pode ser construído para tirar uma vida ( o que quebraria as leis primordiais da robótica ). A discussão deve ser tomada em outro âmbito, a do fator humano, a da capacidade do homem de construir. Independente do quanto uma máquina possa raciocinar, ela primeiramente deve ser alimentada. A resposta então, embora clichê, fica no como uma tecnologia pode ser usada. Conscientização acima de tudo, mas que não se tenha medo de evoluir, não se tenha receio de construir algo em prol da humanidade, é o homem que conduz a dança com a tecnologia.

Se conseguirmos encontrar um meio termo entre as posições críticas, enfim teremos a união: o melhor que uma pessoa pode construir com o melhor que uma “máquina” pode fazer. E embora isso pareça utopia, o futuro que nos espera é inimaginável, dado a capacidade de evolução e aprendizado do ser humano em conjunto com a ciência e tecnologia.