Maior empresa de tecnologia da Índia quebrou a barreira dos US$ 100 bilhões

A Tata Consultancy Services (TCS) viu sua capitalização de mercado ultrapassar o marco dos US$ 100 bilhões, pela primeira vez na segunda-feira (23/04).  É a primeira empresa indiana a alcançar esse feito em menos de uma década e apenas a segunda em todos esses anos.

A Reliance Industries, conglomerado de propriedades do homem mais rico da Índia, Mukesh Ambani, obteve uma capitalização de mercado de US$ 100 bilhões em 2007, segundo dados da FactSet, mas desde então recuou um pouco. A Reliance vale agora cerca de US$ 89 bilhões.

A TCS faz parte do Tata Group, outro dos grandes conglomerados da Índia, que vende de tudo, desde carros até sal e possui marcas globais icônicas como a Jaguar Land Rover.

“Estamos encantados e agradecidos aos nossos funcionários e clientes, que foram fundamentais para alcançar esse marco”, disse o CEO da TCS, Rajesh Gopinathan, em um comunicado enviado por e-mail à CNNMoney na segunda-feira.

As ações da empresa subiram mais de 4% na segunda-feira para superar o valor de US$ 100 bilhões, mas liberaram a maior parte desses ganhos para fechar em alta em Bombaim (Maior e mais importante cidade Indiana). Isso deixou seu valor de mercado em US$ 99 bilhões.

O preço das ações subiu mais de 7% desde quinta-feira, quando a TCS reportou receitas trimestrais de quase US$ 5 bilhões, superando as expectativas dos analistas.

Gopinathan atribuiu o forte desempenho da empresa ao seu crescimento em novas tecnologias digitais como computação em nuvem, automação e dispositivos inteligentes e conectados, bem como “mega negócios” com novos clientes – incluindo a Marks & Spencer (MAKSY) e a Rolls Royce (RYCEY) — no ano passado.

Direção correta
“A estratégia da TCS tem estado na direção certa”, disse DD Mishra, analista na empresa de consultoria Gartner, acrescentando que a empresa tem conseguido aplicar novas tecnologias para atender às novas necessidades de seus clientes.

A TCS também se adaptou a outros desafios enfrentados pelas gigantescas indústrias de tecnologia da Índia, como o crescente protecionismo em todo o mundo. A empresa tem sido uma das maiores beneficiárias dos vistos de trabalho H-1B* dos Estados Unidos, dos quais cerca de 70% são destinados a trabalhadores de tecnologia indianos e que o presidente Donald Trump tentou reprimir.

Mas a TCS revelou no ano passado que começou a reduzir drasticamente sua dependência do programa H-1B* antes mesmo de Trump assumir o cargo, contratando mais trabalhadores locais. A empresa contratou 11.500 novos funcionários fora da Índia no último ano fiscal, disse Ajoy Mukherjee, vice-presidente de recursos humanos, em seu último relatório anual.

Ele também vem se expandindo em mercados fora da América do Norte. A TCS informou na semana passada que seus negócios na Europa e no Reino Unido cresceram 19% e quase 11%, respectivamente, no trimestre encerrado em março, com a América do Norte crescendo quase 5% em relação ao ano anterior.

*O visto H-1B é destinado à profissionais qualificados com formação universitária ou experiência de trabalho equivalente à um bacharel.

Tradução:
http://money.cnn.com/2018/04/23/technology/tcs-india-100-billion-market-cap/index.html